Guanambi ignora doença do pombo que pode levar a morte

0
78

Na última terça-feira (04) o Brasil perdeu  o ex-locutor de rodeios Waldemar Ruy dos Santos, que ficou conhecido por seu nome artístico, Asa Branca . O capitão das arenas tinha 57 anos e enfrentava um câncer agressivo na garganta. Ele estava internado desde o dia 25 de janeiro no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A situação era complicada porque, além da doença, ele era portador do vírus HIV desde 1999 e tinha oito válvulas implantadas na cabeça em decorrência de uma hidrocefalia causada pela criptococose, a doença do pombo.

Em Guanambi o Poder Público, através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e a população ignoram os riscos das várias doenças que são provocadas pelas fezes dos pombos. É comum vê-loss em praças do centro da cidade e em diversos bairros. Pessoas são vistas constantemente alimentando esses animais por achar bonito, mas sem se dar conta dos riscos que estão correndo de contrair graves doenças  como: a Criptococose ou Doença de Pombo, a Histoplasmose, Ornitose, Salmonelose, Dermatites e alergias, entre outras. Todas essas doenças apresentam sintomas como dor de cabeça, febre, náuseas, suor noturno, algumas apresentam vermelhidão na pele, semelhantes a picadas de insetos, além de vômitos, diarreia, e rinites.

Como o nome já diz, a Doença do Pombo é causada pelo contato ou inalação de fezes dos pombos: animais silvestres considerados pragas urbanas. Há séculos eles vivem junto com os seres humanos, buscando abrigo, alimentos e proteção e, embora pareçam inofensivos, devem ser evitados, já que oferecem riscos de doenças que podem levar a morte.

Como são protegidos por lei (Lei nº 9.605/98) é considerado crime ambiental ferir ou matar estes tipos de animais. Porém é possível conviver no meio deles, mas a recomendação é nunca alimentar os pombos, ou domestica-los, pois se tornam dependentes e causam grandes transtornos.

 Pelo país inúmeras cidades brasileiras estão criando leis para enfrentar o problema como é o caso de Santos no litoral Paulista. Na justificativa do projeto, o vereador Sergio Caldas apontou que o crescimento populacional dos pombos tornou-se um grave problema de saúde e que os animais são responsáveis por transmitir doenças que podem levar à morte, como a criptococose, conhecida como Doença do Pomboque matou dois homens em menos de um mês naquela cidade.

 Em Votuporanga, também no interior de São Paulo, a Prefeitura confeccionou cartilhas para orientar a população.

http://www.votuporanga.sp.gov.br/atool/_arquivo/pasta/293d736c1212c7c34e3bb276fb6f27e4.pdf

 

Aqui em Guanambi, apesar dos inúmeros apelos e alertas sobre o crescimento populacional dos animais na cidade nenhuma medida foi tomada até agora.

 

Por: Farol da Cidade